- Desde quando o parque está fechado para o público?
- como você tem acesso ao parque, estando ele
fechado?
Sou funcionário do Instituto
Florestal, no setor Museu Florestal Octávio Vecchi, situado dentro do parque. Em
agosto desse ano nós funcionários da instituição tomamos a vacina contra a
febre numa campanha interna de vacinação, estando vacinados fomos liberados pra acessar
o parque para trabalhar.
- o que você percebeu de diferente
com relação aos animais?
Lagartos e teiús, gambás, cobras,
sapos, peixes, macacos pregos e bugios, e uma diversificada variedade de
pássaros de tamanhos e cores diferentes vivendo em perfeita harmonia, a cantoria sem a interdição humana, resulta uma rara sinfonia da
natureza.
Os Teiús perderam a timidez, saem das tocas pra tomar sol onde antes não se expunham. Em volta do lago das capivaras e próximo ao marco do Trópico de Capricórnio, ao lado do museu.
virou o ‘’points dos lagartos e teiús’’.
Noutro dia até sapos vieram nos visitar no museu.
Ainda na quarta feira depois do expediente tive a sorte de fotografar até um coró coró, uma outra ave migrante no parque.
virou o ‘’points dos lagartos e teiús’’.
Noutro dia até sapos vieram nos visitar no museu.
Ainda na quarta feira depois do expediente tive a sorte de fotografar até um coró coró, uma outra ave migrante no parque.
Quem andam sumidos são os macacos: há uma semana não tenho mais visto aqueles bandos de bugios que normalmente via quase todo dia nas copas das árvores pelo parque adentro. Na quarta feira, dia 01/11/2017 é que avistei e registrei apenas um macaquinho prego se deliciando no néctar da floração de um jatobazeiro, próximo ao palco e museu.
Já os patos, gansos e marrecos
parecem estar sentindo a falta dos visitantes, ou das sobras de comida que eles
descartam; apesar de se alimentarem preferencialmente de alimentos naturais
como vegetais, grãos e sementes, além do plâncton na água dos lagos ao longo dos tempos foram sendo viciados em
salgadinhos, pão, biscoito, grãos, macarrão, maionese, sorvete e tudo mais que
os visitantes desatentos nos tempos da muvuca lhes fornecem, por isso agora vagueiam pelo do parque como se
procurassem seus tratadores.
Pelo que contam os mais antigos, em
122 anos de fundação o velho Horto foi pela primeira vez interditado assim ao
público em geral.
- o que você sente de diferente ao caminhar pelo
parque fechado?
De cara quando entro pelo parque e caminho
até meu setor de trabalho já sinto ausência das pessoas, também no chão é
nítida a falta de lixo espalhado, não se vê um papelzinho de bala, também sinto
a falta do barulho das crianças quando vejo os brinquedos do parquinho infantil
parados. Humanos no Horto somente os funcionários da limpeza, vigias e os
monitores transitando.
Sinto um grande prazer poder caminhar e trabalhar neste parque, inclusive mesmo assim
fechado, é um fato novo, e posso dizer que é diferente experimentar essa quietude junto dos animais, ouvir melhor o som da natureza
que aqui viceja, mas por outro lado, sendo sincero, eu sinto a falta do público
frequentador, das pessoas, da criançada e os estudantes em grandes grupos, do movimento humano em geral, até daquele senhor morador da Vila Rosa, conhecido ''Peru'' cantador que vive cantando todos os dias pelas alamedas do parque eu sinto falta, kkkkkkk, este é a verdadeira função do Horto Florestal e eu não vejo a hora de ver o parque reabrir.
Nestes últimos dias enquanto fazia a travessia de entrada do parque ao museu e do museu á saída fiz alguns registros, são alguns flagrantes de animais e imagens de algumas dessas belezas e lugares do Horto Florestal, registro que somente o parque assim interditado possibilita.
- considerações livres suas sobre
essa situação.
Gosto sempre de lembrar a importância
desse parque para seus visitantes e frequentadores que o utilizam há décadas como única área pública de
lazer.
O Peal é
por característica florestal diferente dos outros parques da cidade,
considerado uma extensão da floresta da Serra da Cantareira, sua riqueza esta na sua rica
biodiversidade da sua fauna e flora. Aqui chega todo tipo de fauna,
desde esquilos e até a onça sussuarana, que torna seu manejo e preservação
de estrita necessidade á vida.
Sinto uma grande tristeza diante de toda esta situação. Gostaria de entender melhor de onde possa vir esse surto da doença. Teria haver com a destruição de Mariana e poluição do Rio doce e seus afluentes?
E o rodoanel com a supressão de matas e o aterramento das áreas várzea, pode ter algo haver com tudo isso? São perguntas que gostaria de ter respostas. O que sei é que existe uma séria preocupação com a fauna local, e os macacos em especial.
Sinto uma grande tristeza diante de toda esta situação. Gostaria de entender melhor de onde possa vir esse surto da doença. Teria haver com a destruição de Mariana e poluição do Rio doce e seus afluentes?
E o rodoanel com a supressão de matas e o aterramento das áreas várzea, pode ter algo haver com tudo isso? São perguntas que gostaria de ter respostas. O que sei é que existe uma séria preocupação com a fauna local, e os macacos em especial.
Aliás, deixo aqui a pergunta:
Porque a ciência ainda não inventou a
vacina pra combater a febre amarela em macacos também?
Robinson Diass....
Robinson Diass....
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